Capela de São João

À entrada de Valezim, num largo precedido por um frondoso carvalho, encontra-se uma pequena e pitoresca capela de planta retangular, alçados em cantaria de granito e alpendre aberto apoiado em quatro colunas de decoração dórica.

A fachada principal é rasgada por portal em arco de volta perfeita e, do lado direito, por uma janela quadrangular. Na fachada lateral direita, orientado a leste, destaca-se um campanário, em forma de triângulo, rematado por uma cruz em pedra. No interior, destaca-se um retábulo em madeira pintado e dourado.

Santuário de Nossa Senhora da Saúde

Datado do início do século XX, o santuário de Nossa Senhora da Saúde está localizado fora da aldeia, no monte do Calvário, sendo formado por três capelas dedicadas ao culto da Nossa Senhora da Saúde, da Nossa Senhora da Boa Viagem e de Nosso Senhor dos Aflitos. Neste santuário, no primeiro domingo de Setembro celebra-se a festa da Senhora da Saúde, uma das mais destacadas romarias que têm lugar nas Aldeias de Montanha.

No recinto de dimensões amplas encontra-se um coreto pitoresco, um fontanário datado de 1896, construído a “expensas do Conde de Refúgio”, e um conjunto de árvores monumentais, algumas das quais estão classificadas de Interesse Municipal. Do cimo do monte, a 748 metros de altitude, alcança-se um vasto panorama sobre o vale médio do Mondego e as serranias envolventes do Caramulo, da Arada e de Montemuro.

 

Fonte do Terreiro

Localizada no centro de Valezim, no largo fronteiro ao solar da família Castelo Branco, constitui uma das mais antigas e emblemáticas fontes da aldeia. Edificada em cantaria de granito, apresenta um arco de volta inteira encimado no topo por uma decoração semiesférica. Ladeando a fonte dois bancos em pedra convidam ao descanso.

 

Solar da família Castelo Branco

Construído em alvenaria rebocada e pintado de branco, este solar brasonado constitui o mais notável monumento de tipologia civil em Valezim.

O edifício tem piso único, planta em U e coberturas em telhados de três e duas águas, apresentando a fachada principal dividida em três panos distintos delimitados por pilastras rematadas por pináculos. No corpo central do edifício eleva-se um frontão triangular e rasga-se um portal de arco abatido, precedido por dois degraus semicirculares.

O solar além de albergar a sede o Clube Recreativo e Educativo Valezinense cumpre ainda a função de residência.

 

 
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Calçadas medievais

Entre a ponte sobre a ribeira de Valezim e a capela de São Domingos e na encosta do monte do Castro, em direção à Lapa dos Dinheiros, nos lugares das Darruas e da Romana, encontram-se vários troços relativamente bem conservados de uma calçada antiga.

Esta calçada poderá ser medieval, devendo seguir o traçado de uma via mais antiga do período romano, que atravessaria a vertente ocidental da serra da Estrela, sempre pela meia-encosta.

Minas do Círio

As minas integravam a concessão mineira de volfrâmio e estanho denominada Vales atribuída durante a segunda Guerra Mundial devido à enorme procura de minério de volfrâmio, que aqui ocorre em filões oblíquos de quartzo, na zona de contacto entre os xistos câmbricos e os granitos da Estrela.

A mina é formada por uma série de galerias de nível espaçadas entre si cerca de 40 metros, abertas ao longo da encosta. Entre estas as galerias construíram-se chaminés, que não só auxiliavam a ventilação dos túneis, como permitiam o escoamento do minério extraído para as galerias de rodagem inferiores, onde era carregado em vagonetas e transportado para o exterior. Os estéreis e a rocha encaixante, depois de desmontada, eram utilizados para preenchimento de vazios. No exterior, o minério era processado, sendo triturado e lavado, ainda hoje se encontrando estéreis os terrenos onde essa lavagem era feita, devido à elevada concentração de metais e outros químicos. No local é possível ainda encontrar as ruínas de alguns dos edifícios e equipamentos industriais então utilizados nos trabalhos mineiros.

 

Igreja do Santíssimo Sacramento

A configuração presente da igreja do Santíssimo Sacramento, atual igreja matriz de Valezim, resulta de obras profundas de remodelação e ampliação, efetuadas entre 1966 e 1967, de uma capela mais antiga, datada do século XVIII.

Dessas obras resultaram a construção de uma fachada nova, de uma sacristia anexa à fachada lateral e de um novo campanário, tendo ainda o altar-mor recuado, ocupando hoje o lugar da antiga sacristia. A título de curiosidade, o campanário primitivo serve hoje de fontanário no santuário da Senhora da Saúde.

Pelourinho

Datado do período quinhentista, o pelourinho construído em granito assenta sobre uma plataforma de planta quadrada de quatro degraus. O fuste alcança uma altura de cerca de três metros, possuindo secção quadrada de ângulos chanfrados. O capitel, em forma de tabuleiro quadrado com a aba lavrada, apresenta-se encimado por uma pirâmide truncada cuja face voltada a norte exibe as armas de Portugal.

 

Engenho

Antigo edifício fabril, localizado a curta distância da rua do Cabo, na margem direita da ribeira de Demestres, de onde derivaria a água necessária ao seu funcionamento.

Datado da segunda metade do século XIX, foi propriedade da família Castelo Branco, aqui tendo funcionado uma unidade têxtil para transformação de lã, constituindo um interessante exemplar de arqueologia industrial.

Possui planta irregular de dois registos, cobertura em telhado de quatro águas e foi erigido em cantaria de granito, sendo, no presente, uma residência particular. Junto à fachada principal, do lado esquerdo, encontra-se um fontanário de três bicas onde corriam as águas sobrantes do engenho.

 
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