Valezim é uma aldeia de origem remota, alojada no flanco ocidental da serra da Estrela. A povoação desenvolve-se na parte cimeira de um vale, nas encostas soalheiras voltadas a sudoeste, junto à confluência dos ribeiros de cabeceira que formam a ribeira de Valezim

O património histórico da aldeia é rico e diversificado, incluindo belos exemplos de arquitetura religiosa, civil e vernácula em granito. No sector inferior do vale, encontra-se um conjunto de minas de estanho e volfrâmio em galeria. Estas minas integravam o couto mineiro dos Vales, tendo-se desenvolvido durante a Segunda Guerra Mundial, devido à procura de minério de volfrâmio, que aqui ocorrem em filões na zona de contacto entre xistos e granitos.

Nas terras graníticas, em redor da aldeia, os melhores terrenos são ainda cuidadosamente conservados em socalcos, neles se cultivando árvores de fruto, milho e hortícolas diversas. No passado, o amanho do linho para o fabrico de panos representou também uma cultura de grande importância.

 

Igreja de Nossa Sr.ª do Rosário

A igreja de Nossa Sr.ª do Rosário, padroeira de Valezim, localiza-se no extremo nascente da aldeia, próximo da ribeira de Demestres.

A origem do templo deverá remontar à Idade Média, tendo, ao longo dos séculos, sido objeto de várias obras de requalificação, como comprovam as gravações das datas «1630» e «1888» presentes nas torças das portas da fachada principal. O edifício em granito apresenta uma planta alongada de três naves, separadas entre si por dois conjuntos de quatro arcos assentes em colunas cilíndricas com capitel. Adossado à fachada, à esquerda, com dois andares e remate em empena, eleva-se um campanário de dois sinos. Na envolvência da igreja, encontram-se várias lápides funerárias, que pertenceriam ao antigo cemitério.

Central da Ponte Jugais

A central da Ponte dos Jugais, localizada na confluência entre o rio Alva e a ribeira da Caniça, foi inaugurada em 1923, representando uma das primeiras centrais hidroelétricas construídas pela Empresa Hidroelétrica da Serra da Estrela. A sua alimentação é feita a partir do rio Alva e da ribeira da Caniça através de dois canais a céu aberto que ligam directamente a uma câmara de carga e de onde saem duas condutas forçadas, com uma queda bruta superior a 230 metros.

Em 1997, a central foi remodelada e ampliada sendo um dos aproveitamentos hidroelétricos da “Cascata da Serra da Estrela” de maior produtibilidade.

 
 
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