O Sabugueiro é uma aldeia de origem antiga, situada a uma altitude superior a 1000 metros, ocupando uma vertente soalheira, sobranceira ao rio Alva, beneficiando das condições de abrigo do vale e da abundância de água. 

No aglomerado urbano, evidenciam-se a igreja matriz, o casario tradicional em granito, o forno comunitário, ainda em uso, e um pequeno espaço museológico dedicado à memória e às tradições das gentes serranas. Nos campos envolventes subsistem as searas de centeio, cujo grão é ainda utilizado no fabrico do pão, e os lameiros, que servem de pasto a rebanhos de ovelhas, cujo leite é utilizado na produção do mais reputado queijo português, o queijo Serra da Estrela.

Na margem direita do rio Alva, a jusante da ponte da Serra, já no termo da povoação encontra-se uma sucessão de arcos morénicos, formados por blocos graníticos de grandes dimensões, transportados pelos gelos do último período glaciário, há mais de 10 mil anos. 

Até meados do século XX, em resultado dos acessos escassos, as gentes do Sabugueiro encontravam-se profundamente isoladas das comunidades vizinhas, encontrando na montanha, na agricultura e na pecuária os meios necessários à sua subsistência. No presente, os seus habitantes muito beneficiaram de a aldeia se situar numa das principais vias de acesso ao planalto superior da serra da Estrela, tendo nos serviços, em particular no comércio e no turismo, as suas principais atividades. Em 2016, a fundação Vodafone Portugal desenvolveu um projecto-piloto que visa converter a localidade na primeira Aldeia Inteligente de Montanha, em Portugal, através da instalação de soluções tecnológicas que contribuam para a melhoria da qualidade de vida.

 

 
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Capela de Nossa Senhora do Amparo

As centrais do Sabugueiro I e II localizam-se na margem esquerda do rio Alva, a jusante do Sabugueiro e próximo do poço Negro. São abastecidas por um conjunto vasto de reservatórios, túneis, canais e condutas de que se destacam pelos seus volumes de armazenamento as albufeiras da Lagoa Comprida e do Covão do Meio e do Vale do Rossim e Lagoacho, respectivamente. 

Os caudais turbinados nestas duas centrais são devolvidos a um canal de adução que faz a derivação das águas para a central da Senhora do Desterro II, situada no lugar da Senhora do Desterro, mais a jusante. 

Centrais do Sabugueiro I e II

As centrais do Sabugueiro I e II localizam-se na margem esquerda do rio Alva, a jusante do Sabugueiro e próximo do poço Negro. São abastecidas por um conjunto vasto de reservatórios, túneis, canais e condutas de que se destacam pelos seus volumes de armazenamento as albufeiras da Lagoa Comprida e do Covão do Meio e do Vale do Rossim e Lagoacho, respectivamente. 

Os caudais turbinados nestas duas centrais são devolvidos a um canal de adução que faz a derivação das águas para a central da Senhora do Desterro II, situada no lugar da Senhora do Desterro, mais a jusante. 

 
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Forno Comunitário

Situado no limite da aldeia, entre o casario em granito e os campos agrícolas dispostos em terraços, o forno comunitário do Sabugueiro mantém viva a tradição de cozer em forno de lenha o pão de centeio e milho.

 

Construído em granito, planta quadrada e telhado de duas águas, o edifício conserva o carácter antigo, desempenhando ainda um papel importante no quotidiano da comunidade.

 
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