Capela de São Sebastião

A capela de São Sebastião, situada à saída da povoação, junto ao caminho antigo de ligação a Loriga, deverá remontar ao século XVI, sendo dedicada, segundo a tradição, à proteção contra a peste, a fome e a guerra.

 O templo de planta retangular, reduzidas dimensões e arquitetura singela, apresenta na fachada principal um portal de granito de lintel reto e, em posição lateral, uma janela emoldurada rematada por uma cruz também em granito.

Capela de São Pedro

A capela de São Pedro localizada no centro da aldeia, no núcleo mais antigo de Alvoco, deverá ter origem numa preexistência românica, que terá sido profundamente adulterada em finais do séc. XIX. É um templo de planta retangular, exibindo na fachada um portal axial de lintel em granito, onde figuram esculpidas as chaves de São Pedro, encimado por um óculo quadrilobado.

No interior evidencia-se um retábulo antigo em talha dourada, que ao centro possui um nicho que alojava uma imagem policromada de são Pedro, esculpida em pedra de Ançã, atualmente patente na capela santo António. Acompanhavam esta imagem três pinturas a óleo sobre madeira, de estilo algo “ingénuo”, dedicadas a São Pedro, a São Paulo e ao Espírito Santo.

 

Eira/ Forno Comunitário/ Moinhos de Água

Num depósito sedimentar, localizado na margem direita da ribeira de Alvoco, encravado entre um desvio artificial para a condução de água e o leito pedregoso da ribeira, entre campos agrícolas murados e um denso bosque de amieiros, encontra-se um conjunto pitoresco de edificações de carácter rústico, testemunho do passado rural das gentes de Alvoco da Serra.

Das inúmeras construções aqui presentes neste espaço, salientam-se a eira, formada por grandes lajes de pedra, vários moinhos de água e um forno comunitário, onde obras recentes puseram a descoberto vestígios da existência no local de uma antiga tinturaria têxtil.

 

Casa Museu de Alvoco da Serra

Instalada numa modesta casa tradicional em granito de dois pisos, localizada no núcleo primitivo da aldeia, na rua da Levada, este espaço museológico reúne um conjunto de objetos do quotidiano passado, assente no trabalho agrícola e pecuário.

 

Ponte romano-medieval

Sólida ponte em cantaria de granito, localizada na entrada da aldeia sobre a ribeira de Alvoco. De arco único de volta inteira é possível que esta ponte tenha tido origem no período romano, pois sabe-se da existência de uma estrada romana que atravessaria o flanco ocidental da serra fazendo a ligação de Idanha-a-Velha (Egitânea) a Viseu. Porém, a sua atual configuração deverá resultar de reformas posteriores, não sendo possível determinar a data da sua realização. 

Antigas fábricas de Lanifícios

Tal como muitas outras localidades situadas no sopé da serra da Estrela, e em locais onde a água existisse em abundância, Alvoco da Serra fez parte integrante da designada “corda dos lanifícios da serra da Estrela”.

Em meados do século XIX, na fase áurea deste período, chegaram a laborar, em simultâneo, três unidades fabris, que empregavam nas suas múltiplas secções dezenas de operários. Estas fábricas instalaram-se ao longo da ribeira de Alvoco, uma vez que os primeiros engenhos utilizavam como força motriz as águas desviadas da ribeira.

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